Quinta-feira, 30 de Junho de 2005

O Cubo de Colombo

Dedico este poema(será um poema?) à Virginia Pedras, que vê o Mundo de forma diferente.


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Quarta-feira, 29 de Junho de 2005

Música

Pianinho do Sapo lançou-me um desafio (ou será excomunhão?), suponho eu que por vingança na pessoa errada. E eu, que não gosto de virar a cara a desafios, excomunhões ou vinganças, apresso-me a responder. Quebrarei no entanto a corrente e ficarei à espera que, por não ter passado a palavra a outros no tempo devido, me desabem em cima as desgraças do costume. Posto isto, adiante.

Qual o tamanho total dos arquivos de música no meu computador?

Tal como a Pianinho do Sapo não faço a menor ideia. Mas que são muitos, lá isso são. De qualquer forma costumo guardar só aquelas harmonias que me levam direitinho ao céu.

Qual o último disco que comprei?

Um CD de canções sefraditas, cantadas por Fortuna Safdié (brasileira de nascimento). O título do CD é " La prima vez ". Se puderem oiçam e depois digam-me.

Que canção estou a escutar neste momento?

Estou a responder a este questionário depois do envio de um poema para o meu amigo Vítor Leal de Barros (amigo do ciberespaço), para que ele o coloque n"O Povo é Bom tipo" (link à direita, nos favoritos) O poema que acabo de lhe enviar é sobre a música e fi-lo, em tempos, enquanto ouvia Carlos Seixas - "Laudamos te" - Missa a 4 em sol menor /faixa 5 - Segréis de Lisboa - Coral Lisboa Cantat. Coloquei a faixa 5 do CD para reler o poema. Oiço neste momento as faixas restantes. 

Músicas que escuto um montão de vezes e que têm um significado especial para mim:

Não tenho propriamente músicas especiais. Sou muito dado à dita Clássica e também à Étnica. O Jazz também me toca. Quanto ao resto, tenho pena que já não se oiça tanta música de origem francesa como dantes. Continuo fã de J.Brel, L. Ferré, S. Regiani, e tantos outros, Da música portuguesa gosto Sérgio Godinho, Zeca Afonso, Fausto, Luís Cilia.

 Quebro aqui a corrente. Não sei se devo aguardar, por isso, desgraças ou bênçãos.

Seja o que tiver de ser!


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Sexta-feira, 24 de Junho de 2005

A Busca

Fazia muito tempo que um velho Mestre vasculhava um enorme descampado. Novos e velhos sempre tinham visto por ali aquela figura que descansava as mãos numa bengala e, sobre elas, deitava o queixo. Os olhos fitavam o solo procurando o que todos consideravam um mistério.

Todos o viam e ninguém ousava perguntar-lhe o que tinha perdido ou procurava. Até que um jovem se chegou a ele e perguntou:

- Mestre? Que procuras desde sempre por aqui?

 - Algo que perdi faz muito tempo - respondeu o Mestre.

 - Posso ajudar-te na busca?

- Claro que podes! Porque não?- retorquiu o Mestre.

E o Mestre, de queixo na bengala, mais o jovem, de cócoras, lá ficaram procurando, procurando.

Pela meia-noite o jovem despediu-se enquanto o Mestre continuou a sua busca, noite fria adentro. O jovem regressou ao descampado na manhã seguinte. Já lá estava o velho Mestre, absorto na sua tarefa. Ao chegar perto, disse-lhe o jovem:

- Mestre? Procurei ontem contigo o que perdeste. Mas não sabia o que procurava. Assim, como posso ajudar-te? Diz-me o que procuras afinal.

- Perdi uma agulha. Procuro-a desde que a deixei de ver - disse o velho sem levantar os olhos do chão. Sabendo então o que procurava, também o jovem deixou cair os olhos no descampado. E assim ficaram os dois como no dia anterior, de olhos fitando o chão, cada um à sua maneira. Pela meia-noite o jovem despediu-se, enquanto o Mestre continuou a sua busca. Na manhã seguinte, mais cedo que no dia anterior, o jovem regressou. O Mestre já lá estava, como sempre.

- Mestre? -disse o jovem - Será que me podes dizer o sítio aproximado onde perdeste a agulha? Não pensas que seria mais fácil começar a procurar por lá?

Ao que o Mestre respondeu:

- Perdi a agulha dentro de casa.

O jovem sobressaltou-se e retorquiu:

 - Mas mestre? Se a perdeste dentro de casa por que a procuras na rua? Neste descampado?

O velho Mestre olhou-o nos olhos, sorriu e perguntou:

- Não procuram todos a Felicidade fora de si?


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Terça-feira, 21 de Junho de 2005

Luz oblíqua


Dói conviver com a (in)certeza
do tempo limitado
exíguo

Dói esta nostalgia surda
esta mágoa incontida de não ter jazido bastante
com todos os poros do espírito e do corpo
ao sol

juízo sôfrego de lucidez
nu
morno e aquecido pela luz oblíqua
da tarde




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Quinta-feira, 16 de Junho de 2005

Na Terra e no Céu



I

sei lá
se me dispo ou permaneço vestido
quando à noite desato cada uma
das peças que me dão cor

sei lá
se os meus braços conseguem o perímetro do teu corpo
ou se os meus dedos se precipitam e demoram
como sempre no outro lado da encosta

II

sei lá
se me lavo nas aguas em que me banho
ou se as minhas nódoas percorrem a chuva
simplesmente comigo

sei lá
se mereço o paraíso…
…ou se mereço o inferno





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Segunda-feira, 13 de Junho de 2005

Na solidão



na solidão
o tempo queima sonhos
e bebedeiras


na solidão
são montanhas e mais desejos
são espaços e mais passos
enleados em cartas repletas de memórias
e de selos de colecção



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Segunda-feira, 6 de Junho de 2005

Sal da terra




e se fosses a antinomia pura
a singularidade plural de um imperativo categórico
moralmente funesto e banal

e se por momentos fosses o sal da terra
a busca da expressão livre e contida
a um tempo espontânea e estudada

irreparável
insignificante

orgulhosamente humilde





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